quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Tribuna nas Ruas Povo mal educado é povo dominado

Emais uma vez o Exame Nacional do Ensino Médio, o
popular Enem, é marcado por uma sequência de falhas
que culminou na suspensão das provas por determinação
da Justiça Federal em que pese os esforços do atual
ministro da Educação, FernandoHaddad, para evitar que isso
venha a se concretizar.Afinal, o Enem é considerado
como importante porta de ingresso do povão nas universidades
do País. Porém o que salta aos olhos é que isso incomoda de maneira
crucial os interesses de muita gente.Desde os tempos imemoriais é
sabido que um povo sem educação é bem mais fácil de ser tangido
ao sabor das classes dominantes e talvez por esta razão o ensino
público no Brasil sempre capengou por caminhos tortuosos e inoperantes.
Não faz muito tempo, o grande problema das escolas públicas
aqui no nosso glorioso Espírito Santo, além do ensino deficiente,
e ram os constantes e repetitivos assaltos às suas despensas, onde pilantras
destruíam e inutilizavam o que não podiam levar.Muitas vezes,
vândalos invadiam os estabelecimentos de ensino apenas para roubar, e nessa
quebravam carteiras, pichavam paredes e até defecavam sobre as mesas dos mestres.
 Essas investidas foram contidas graças a providências tomadas pelo governo,
que passou a aproveitar militares reformados para plantões noturnos nas escolas, inclusive
contratando segurança privada para muitas delas. Em função disso, esse tipo de violência
praticamente acabou. Outro problema, em nível de País, é o tráfico de drogas. Primeiro
foram as buchinhas de maconha, que eram consumidas em banheiros e nas
imediações dos colégios.Com o advento do famigerado crack, uma mistura mortal de cocaína
com bicarbonato, a coisa degringolou e se transformou nesse contundente problema de
nossos dias onde pontificam bailes funk, com guerras entre grupos rivais disseminando a violência
entre grande parte de nossa juventude sofrida e sem rumo. Essa mistura de costumes culminou
no que se vê nos educandários públicos Brasil afora: total falta de respeito aos professores,
rebeldia truculenta entre alunos e drogas para todos os lados. Um triste quadro, nunca antes
visto neste País. O que pode ser feito para resgatar a paz nas nossas escolas?
Primeiro, é necessário resgatar a estruturarão da família, dando condições aos pais de criar seus filhos
de maneira humana e digna.Mas como conseguir êxito nessa empreitada se o trabalhador é obrigado
a sair de casa às cinco da matina e só retorna às 10 da noite? Geralmente, as mães também são
obrigadas a trabalhar fora e os filhos ficam sozinhos, sem carinho, sem disciplina e limite nos
atos que aprendem e praticam nas ruas. Por conta disso, toda essa carga de incoerências eclode
nas salas de aulas e aí é o salve-se quem puder. Some-se a isso o atual sistema de ensino
público nacional, no qual o aluno sai do segundo grau sem conseguir formar uma oração
correta. Indiscutivelmente, é nessas escolas que germinam as sementes da violência,
mais tarde frutificadas no ódio que campeia pelas ruas das nossas cidades, onde, como dizia
aquela colunista covardemente assassinada aqui em Vitória, todo cuidado é pouco e qualquer descuido
pode ser fatal. Pois o Enem poderia ser a salvação para esta rapaziada que não tem condições de alisar os
bancos das faculdades do ensino privado e não conseguem chegar às universidades públicas. Mas como? Desta maneira sabem quando isso vai acontecer? Nunca!!!


  1.     "É sabido, desde tempos imemoriais, que um povo sem educação é bem mais fácil ser tangido pelas classes dominantes"

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

04 de outubro - Dia da Natureza



Pegada Ecológica? O que é isso?
A forma como vivemos deixa marcas no meio ambiente. Nossa caminhada pela Terra deixa “rastros”, “pegadas”, que podem ser maiores ou menores, dependendo de como caminhamos. De certa forma, essas pegadas dizem muito sobre quem somos!
A partir das pegadas deixadas por animais na mata podemos conseguir muitas informações sobre eles: peso, tamanho, força, hábitos e inúmeros outros dados sobre seu modo de vida. 
Com os seres humanos, acontece algo semelhante. Ao andarmos na praia, por exemplo, podemos criar diferentes tipos de rastros, conforme a maneira como caminhamos, o peso que temos, ou a força com que pisamos na areia. . 
Se não prestamos atenção no caminho, ou aceleramos demais o passo, nossas pegadas se tornam bem mais pesadas e visíveis. Porém, quando andamos num ritmo tranqüilo e estamos mais atentos ao ato de caminhar, nossas pegadas são suaves. .

Assim é também a “Pegada Ecológica”. Quanto mais se acelera nossa exploração do meio ambiente, maior se torna a marca que deixamos na Terra. . 
O uso excessivo de recursos naturais, o consumismo exagerado, a degradação ambiental e a grande quantidade de resíduos gerados 
são rastros deixados por uma humanidade que ainda se vê fora e distante da Natureza. .

A Pegada Ecológica não é uma medida exata e sim uma estimativa. Ela nos mostra até que ponto a nossa forma de viver está de acordo com a capacidade do planeta de oferecer, renovar seus recursos naturais e absorver os resíduos que geramos por muitos e muitos anos. 


Devemos considerar que dividimos o espaço com outros seres vivos e que precisamos cuidar da nossa e das próximas gerações. Afinal de contas, nosso planeta é só um!

Você pode fazer o seu teste e conferir a sua pegada ecológica no link:http://www.pegadaecologica.org.br/index.php
Proteger o meio ambiente é também qualidade de vida”
Fonte: http://www.wwf.org.br/wwf_brasil/pegada_ecologica

terça-feira, 7 de setembro de 2010

pesquisa


Esta e uma replica de um artefato de um valor inestimável, tanto histórico quanto simbólico. Alguém já ouviu falar?   

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A onde isso vai chegar ?

VIOLÊNCIA NOS COLÉGIOS
Professor agredido na escola
Ao proibir o uso de celular, ele foi empurrado por um aluno de 14 anos e machucou a mão. Caso foi parar na polícia
 leia e opine.
http://www.redetribuna.com.br/index.php?page=jornal3

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Sindiupes realizará seminário para discutir os desafios e perspectivas da Educação e Diversidade Sexual


 Com organização e coordenação do Coletivo Estadual de Diversidade Sexual 
- Sindiupes,acontece no dia 29 de julho de 2010, no Sest/Senat de Cariacica(ES)
o Seminário “Educação e Diversidade Sexual: Desafios e Perspectivas”
Trata-se de um espaço onde os participantes poderão refletir sobre como superar 
o desafio que representa o preconceito e avançar na direção de uma educação que
 de fato inclua a diversidade sexual.
A entrada é franca e as vagas são limitadas. Os participantes poderão optar entre duas
cargas horárias, uma de oito horas e outra de 30 horas. Os interessados devem enviar
uma mensagem para o endereçosindiupes.diversidadesexual@bol.com.br e solicitar a
 ficha de inscrição.
Entre as justificativas para a realização do evento está a de que as unidades escolares
 públicas -enquanto espaços formadores e fomentadores de conhecimentos, opiniões,
 ideias e com a responsabilidade de formação de profissionais que posteriormente
 terão grande influência na construção e formação de nossa sociedade -
 têm papel fundamental e significativo no questionamento da cultura heteronormativa e
 teorias heterossexistas; e na construção de novas ações e práticas sociais que incluam
o que de fato sempre existiu: a diversidade sexual; eixo necessário à discussão e
 vivência da sustentabilidade.
O Seminário abordará ainda a necessidade de os educadores estarem bem preparados
para a discussão cuidadosa, ética e responsável sobre direitos humanos e cidadania LGBT.
Além da importância de as escolas precisarem ser espaços de inclusão, de respeito e acolhimento a
diversidade de etnia, de religião, de orientação sexual, de identidade de gênero, e de ideologias.


Coletivo


O Coletivo Estadual de Diversidade Sexual integra o Sindiupes - Sindicato dos(as) Trabalhadores(as)
em Educação Pública do Espírito Santo. Aberto à participação de educadores(as) que estejam
dispostos(as) a discutir as questões referentes aos gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais
no ambiente da escola pública capixaba e também se organizarem no intuito de promover
ações de respeito à diversidade sexual e de combate ao preconceito.


É formado pela Diretoria e Coordenadores(as) Municipais do SINDIUPES; professores(as)
das redes municipais afiliadas; professores(as) da rede estadual; gestores(as), pedagogos(as)
e coordenadores(as) das redes afiliadas; representantes da SEDU; representantes das SREs;
representantes das Secretarias Municipais de Educação; funcionários(as) de escolas públicas;
representantes de ONGs LGBT; representantes dos Movimentos Estudantis, Conselhos, Fóruns,
 Associações e convidados.


Com a organização do Seminário e outras ações, o Coletivo Estadual de Diversidade Sexual -
Sindiupes busca cumprir com um de seus objetivos que é o de combater a homofobia,
lesbofobia e transfobia no espaço escolar.


Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (27) 3421-2402
 ou pelos celulares (27) 8807-5038, 9923-5546 e 9818-5665. 
O endereço de e-mail do Coletivo é sindiupes.diversidadesexual@bol.com.br


Programação


Data: 29 de julho de 2010
Horário: 8h às 17h
Local: Sest/Senat, Trevo de Alto Lage, Itacibá - Cariacica/ES


8h – Abertura Oficial
Boas vindas
Composição da 1ª Mesa
Hino Nacional
Mensagem de abertura
Apresentação Cultural
Palestras e debates


10h – 2º Momento
Composição da 2ª Mesa
Palestras e debates


11h30 – Intervalo para almoço


12h30 – 3º Momento
Apresentação Cultural
Composição da 3ª Mesa
Palestras e debates


14h20 – Homenagens


14h30 – Mesa Redonda
Composição da 4ª Mesa
Debates
Composição da 5ª Mesa
Debates


16h20 – Formação do Coletivo
Discussão
Apresentação do Coletivo


17h15 – Encerramento


Palestrantes

Carlos Magno
– ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais


Dr. Alexsandro Rodrigues – UFES – Depto. de Teorias e Práticas Educacionais/ DTEPE

Drª Ivone Vila Nova
– OAB/ ES

Profa. Fátima Aparecida da Silva
– CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação


Prof. Luiz Cláudio Kleaim – Grupo PLUR@L de Diversidade Sexual

Drª Jane Felipe de Souza
– UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul / GEERGE –
 Grupo de Estudos de Educação e Relações de Gênero

Rosilea Wille
– Coordenação Geral de Direitos Humanos da Secretaria de Educação Continuada,
 Alfabetização e Diversidade – Secad/ MEC

segunda-feira, 19 de julho de 2010

O QUE UMA ESCRITORA HOLANDESA FALOU DO BRASIL!


LEIA COM BASTANTE ATENÇÃO


Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.
Só existe uma companhia telefônica e pasmem!: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.

Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.

Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta.

Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.

Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de 'Como conquistar o Cliente'.

Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos.

Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.

Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc... Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.

Os dados são da Antropos Consulting:

1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.

2. O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.

3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.

4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.

5.. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.

6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.

7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.

8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.

Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.

10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO- 9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México , são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.

11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.

Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?

1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?

2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?

3. Que suas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?

4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?

5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?

6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?

7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?

Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.

É! O Brasil é um país abençoado de fato.
Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos.

Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques.
Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente.
Bendita seja, querida pátria chamada
Brasil!!
Divulgue esta mensagem para o máximo de pessoas que você puder. Com essa atitude talvez não consigamos mudar o modo de pensar de cada brasileiro, mas ao ler estas palavras ele irá, pelo menos por alguns momentos, refletir e se orgulhar de ser BRASILEIRO!!!

domingo, 18 de julho de 2010

Atenção Importante

Alunos, Preciso informar que a prova de depêndencia no calendário oficial da Uniube,aparece junto com a substitutiva no dia 21/08/2010, contudo para evitar que o aluno realize 02 provas no mesmo dia, a coordenação pedagógica orientaou da seguinte forma: 1ª AS - 22.08.2010 (durante a 3ª OAA) 1ª AD - 25.08.2010 Fiquem atentos!!!
Até mais.... Rosilene C. Ferrari Preceptora - Geografia/Uniube-Cariacica (27)8858-5326

sábado, 3 de julho de 2010

Educação promove audiência pública para implantar projeto “Escola que protege”

Diante de tantos casos de violência envolvendo crianças e adolescentes no Brasil, uma nova estratégia para enfrentar e prevenir essa situação está em fase de implantação em Viana, município que nos primeiros seis meses deste ano registrou 11 casos, de acordo com dados do Serviço de Enfrentamento à Violência, ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

É o projeto “Escola que protege”, que já conta com 77 participantes e poderá ter novos componentes depois da audiência pública que será realizada nesta quinta-feira (1º), no teatro municipal, das 14 às 17 horas.

Diretores de escola, professores, líderes comunitários, representantes de conselhos e outras pessoas interessadas em combater a violência já aderiram ao projeto. Para aqueles que desejam saber mais sobre o trabalho uma boa oportunidade será a audiência promovida pela Prefeitura de Viana, por meio da Secretaria Municipal de Educação. A reunião contará ainda com representantes da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e dos outros parceiros do projeto.

Lá, os moradores também vão participar da apresentação cultural feita por alunos da escola municipal Dorival Brandão, do bairro Bom Pastor, e da palestra com os professores da Ufes Paulo Velten e Maria Lina, que abordarão o tema “Direitos Humanos”.

Na audiência será apresentado o plano de ação elaborado durante as três formações que o grupo participou nos últimos meses discutindo o assunto com representantes do Ministério Público, da Polícia Militar, da Câmara de Vereadores e da Secretaria Municipal de Educação, entre outras instituições.

Ainda faltam dois encontros para completar a carga horária de 120 horas de formação garantida pelo projeto. “A audiência servirá para que a sociedade conheça, participe e fiscalize a execução das ações propostas”, comentou Iraci Klippel, diretora municipal de Apoio Pedagógico.

O “Escola que protege” é uma iniciativa do Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD), e foi lançado em 2004. O projeto envolve as áreas da saúde, direitos humanos, justiça e desenvolvimento social nas três esferas governamentais, visando contribuir com o enfrentamento e a prevenção da violência infanto-juvenil.

Conselho Tutelar
Dados do Conselho Tutelar de Viana apontam que os conflitos familiares, a rebeldia das crianças e dos adolescentes e os maus-tratos são os tipos de violência que mais apareceram na estatística da instituição de janeiro a junho deste ano. Foram 163 registros de cada um dos dois primeiros tipos citados e 51 de maus-tratos.

Outros tipos que foram registrados pelos conselheiros este ano foram: negligência familiar (49), questões relacionadas a drogas (15), abuso sexual (10), espancamento (8), abuso de autoridade (7), agressão (6), brigas entre adolescentes (5) e abandono (1).

E para reforçar o grupo do “Escola que protege”, dois conselheiros tutelares participam do projeto com o objetivo de fortalecer a rede social de proteção integral da criança e do adolescente no município.

Em Viana, além do Conselho Tutelar, as vítimas de qualquer tipo de violência podem procurar o Serviço de Enfrentamento à Violência, ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes para denunciar. O atendimento é feito de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), que fica na Rua Frederico Ozanan, s/n, no Centro. O telefone do CREAS é 3255-2500 e o do Conselho Tutelar é 3336-2254.



Secretaria Municipal de Comunicação
Coordenação de Imprensa: Júlio Palassi
Texto: Júlio Palassi
Foto: Júlio Palassi
Tels: 2124-6752 / 2124-6746 / 9913-0746
E-mail: comunicacao@viana.es.gov.br


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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Casa das Africas recomenda: ''Mocambique'' de Jose Luis Cabaco


''Moçambique: Identidade, colonialismo e libertação'' de José Luis Cabaço

Depois de 30 anos fora da academia, José Luís Cabaço, antigo jornalista, ativista e ministro, voltou à universidade para se doutorar com distinção e louvor pela USP. O trabalho rendeu-lhe o Prêmio de Melhor Tese de Doutorado no Concurso Anpocs (Associação Nacional de Pós-Graduação em Ciências Sociais) e foi publicado pela Editora Unesp. A obra, nas palavras do seu autor, procura fazer uma análise do tempo colonial até a Independência, incidindo nas ideologias que se expressam nas políticas de identidade enunciadas em diferentes momentos. Há também uma abordagem crítica às 'ideias luso-tropicalistas' de Gilberto Freyre e, finalmente, uma viagem à luta de libertação nacional com uma análise crítica à propo sta identitária nacional da Frelimo. Cabaço esteve presente na luta emancipadora de Moçambique. Também ajudou na transformação de seu país após a proclamação da independência em 1975, assumindo diversas responsabilidades no governo, inclusive cargos ministeriais.

Encontre o livro: http://www.editoraunesp.com.br/titulo_view.asp?IDT=1097

São Paulo: Unesp, 2009

sexta-feira, 26 de março de 2010

Viana participa da Hora do Planeta


No próximo sábado, dia 27, o mundo irá realizar um movimento que tem como objetivo de combater alertar sobre o aquecimento global. Pontualmente às 20h30, horário de Brasília, cidades brasileiras e estrangeiras irão apagar, durante uma hora, as luzes de diversos monumentos e edificações públicas em uma ação global conhecida como Earth Hour, que no Brasil se chama Hora do Planeta.

Viana participa da edição 2010 e no horário marcado irá desligar as luzes que iluminam a Biblioteca Municipal, a Galeria de Arte Casarão, a Casa da Cultura, o Teatro Municipal a Praça Jerônimo Leite e a sede da prefeitura.

“Vamos participar do evento e esse pequeno gesto da WWF que está mobilizando milhões de pessoas serve de alerta para um problema que influencia, mobiliza os governantes dos países industrializados e é discutido em todas as reuniões internacionais.”, disse Angela Sias, prefeita de Viana.

A primeira edição aconteceu em 2007, na Austrália. O Brasil participou pela primeira vez no ano passado quando 113 cidades, sendo 13 capitais, aderiram ao movimento e milhões de brasileiros puderam demonstrar sua preocupação com o aquecimento global.

A iniciativa do evento é da World Wide Fund for Nature (WWF) uma Organização não Governamental (Ong) fundada na Suíça em 1961, presente em cem países, inclusive o Brasil, voltada para as questões da preservação ambiental em todo mundo e a Hora do Planeta é uma manifestação organizada para conscientizar a população mundial sobre as mudanças climáticas.

O movimento não se restringe aos órgãos oficiais, empresas e outras entidades, mas também ao cidadão que poderá aderir ao manifesto e, na hora marcada, apagar as luzes da sala ou de sua casa.

Em 2007, na Austrália, 2 milhões de pessoas desligaram sua luzes. Em 2008, 371 cidades ao redor do mundo participaram e mais de 50 milhões de pessoas de todas as partes do mundo aderiram à ação. Em 2009, 4 mil cidades de 88 países apagaram as luzes, sendo que, desse total, o Brasil participou com 113 cidades, 1.167 empresas e 527 organizações, além de milhares de cidadãos. Nesse ano, quase 1 bilhão de pessoas em todo o mundo apagou as luzes.

Dessa forma, conhecidos monumentos turísticos e simbólicos como Torre Eiffel, o Coliseu e a Times Square, além do Cristo Redentor, o Congresso Nacional, o Teatro Amazonas e outros ficaram uma hora no escuro.

Em 2010 a participação de países já é recorde, Até esta sexta-feira, dia 26, um dia antes de acontecer o evento, 125 nações confirmaram presença o que representa a adesão de 3.483 cidades espalhadas no mundo. 56 são capitais de países. Das 10 cidades mais populosas do mundo, sete estão na campanha.

Desse total, 36 participam pela primeira vez da Hora do Planeta, entre eles, Nepal, Mongólia, Madagascar, República Tcheca, Paraguai, Camboja, Panamá, Arábia Saudita, Tanzânia e as ilhas Mariana do Norte.

Alguns ícones mundiais confirmados: Torre de Tóquio (em Tóquio) e o Portão de Brandenburgo (em Berlim). A ponte Golden Gate, na cidade de São Francisco (EUA), a roda gigante London Eye (Inglaterra), o segundo maior edifício do mundo, edifício Tapei 101, a Torre CN em Toronto (Canadá) o Grande Palácio Real em Bangkok (Tailândia) o edifício do Empire State em Nova Iorque, e até mesmo as luzes de Las Vegas serão desligadas por 60 minutos no sábado, dia 27.

A Hora do Planeta 2010 no Brasil conta com a participação de 72 cidades, das quais 19 são capitais, entre elas Manaus, São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Rio Branco, Fortaleza.


Secretaria Municipal de Comunicação
Coordenação de Imprensa: Júlio Palassi
Texto: Waldson Menezes
Foto: Divulgação WWF
Tels: 2124-6752 / 2124-6746 / 9913-0746
E-mail: comunicacao@viana.es.gov.br


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quinta-feira, 11 de março de 2010

Educação promove encontro com escritor Serrano Freire

Para marcar o início das formações em serviço deste ano, a equipe pedagógica da Secretaria de Educação de Viana convidou o professor e escritor José Carlos Serrano Freire. Nesta sexta-feira (12) ele se encontrará com os educadores da rede municipal para a palestra “Seja o Professor que Você Gostaria de Ter”, título de seu nono livro, que, na ocasião, também estará sendo lançado no município.A palestra acontece no Centro de Aperfeiçoamento do Líder Rural (Calir), na entrada de Vila Bethânia. Para atender aos 700 professores, diretores, coordenadores e pedagogos que são esperados no evento, serão oferecidas palestras em dois turnos: matutino, com início às 8 horas; e vespertino, começando às 13 horas.O objetivo do encontro é proporcionar aos professores uma reflexão sobre a prática nas aulas, a fim de torná-las mais prazerosas e interessantes para os alunos. Por isso, a secretaria de Educação abre precedente para que os profissionais participem da palestra no horário do expediente, evitando assim transtornos nas outras redes de ensino em que muitos trabalham.A secretaria tem como principal meta para a atual gestão a elevação da qualidade educacional do município, e acredita que o professor é o principal agente transformador da educação. “Não há tecnologia educacional que dê certo sem o professor, nem proposta pedagógica ou plano curricular que funcionem sem a efetiva participação do mesmo”, afirma a diretora do Departamento de Apoio Pedagógico, Iraci Klippel. “Por isso é preciso que se invista no aprimoramento e na valorização do profissional, visando a qualidade de formação do aluno”, concluiu.Ela acredita que se o professor consegue ministrar uma aula prazerosa, isso provoca interesse, por parte do aluno, em estudar garantido um rendimento escolar mais satisfatório. “É como na música. A sala de aula é o palco principal, o professor é o maestro e os alunos o público. Quanto mais prazerosa for a melodia, mais ela irá prender a atenção do público”, explicou a diretora.José Carlos Serrano Freire. José Carlos Serrano Freire é conferencista internacional; professor; bacharel em Direito; diretor do Instituto Professor Serrano Freire; diretor do Colégio Monsenhor Raeder; Trainer em Programação Neuro Linguística, com mais de 30 anos de experiência na área educacional, e formação pela Sociedade Brasileira de Programação Neuro Lingüística e Instituto de Neuro Lingüística Aplicada.Curso de Oratória e Comunicação pelo Instituto de Aprendizagem e Comunicação Empresarial; Hipnose Ericksoniana e Auto-Hipnose pelo Instituto de Neuro Linguística Aplicada; escritor, criador e facilitador do Treinamento Vivencial “Emoção, A Linguagem da Vida”.Possui nove livros publicados: “Cheiro de Manacá”, “Feliz Vida Nova”, “Um Anjo em Minha Vida”, “Como Não Matar seu Cliente de Raiva”; e os infantis “O Meu Amigo Paulinho”, “Os Amigos do Paulinho” (ambos tratam de inclusão), “A Rua Onde Eu Morava” e estará lançando em Viana “Seja o Professor que Você Gostaria de Ter”.

Educação promove encontro com escritor Serrano Freire

Para marcar o início das formações em serviço deste ano, a equipe pedagógica da Secretaria de Educação de Viana convidou o professor e escritor José Carlos Serrano Freire. Nesta sexta-feira (12) ele se encontrará com os educadores da rede municipal para a palestra “Seja o Professor que Você Gostaria de Ter”, título de seu nono livro, que, na ocasião, também estará sendo lançado no município.

A palestra acontece no Centro de Aperfeiçoamento do Líder Rural (Calir), na entrada de Vila Bethânia. Para atender aos 700 professores, diretores, coordenadores e pedagogos que são esperados no evento, serão oferecidas palestras em dois turnos: matutino, com início às 8 horas; e vespertino, começando às 13 horas.

O objetivo do encontro é proporcionar aos professores uma reflexão sobre a prática nas aulas, a fim de torná-las mais prazerosas e interessantes para os alunos. Por isso, a secretaria de Educação abre precedente para que os profissionais participem da palestra no horário do expediente, evitando assim transtornos nas outras redes de ensino em que muitos trabalham.

A secretaria tem como principal meta para a atual gestão a elevação da qualidade educacional do município, e acredita que o professor é o principal agente transformador da educação. “Não há tecnologia educacional que dê certo sem o professor, nem proposta pedagógica ou plano curricular que funcionem sem a efetiva participação do mesmo”, afirma a diretora do Departamento de Apoio Pedagógico, Iraci Klippel. “Por isso é preciso que se invista no aprimoramento e na valorização do profissional, visando a qualidade de formação do aluno”, concluiu.

Ela acredita que se o professor consegue ministrar uma aula prazerosa, isso provoca interesse, por parte do aluno, em estudar garantido um rendimento escolar mais satisfatório. “É como na música. A sala de aula é o palco principal, o professor é o maestro e os alunos o público. Quanto mais prazerosa for a melodia, mais ela irá prender a atenção do público”, explicou a diretora.

José Carlos Serrano Freire
José Carlos Serrano Freire é conferencista internacional; professor; bacharel em Direito; diretor do Instituto Professor Serrano Freire; diretor do Colégio Monsenhor Raeder; Trainer em Programação Neuro Linguística, com mais de 30 anos de experiência na área educacional, e formação pela Sociedade Brasileira de Programação Neuro Lingüística e Instituto de Neuro Lingüística Aplicada.

Curso de Oratória e Comunicação pelo Instituto de Aprendizagem e Comunicação Empresarial; Hipnose Ericksoniana e Auto-Hipnose pelo Instituto de Neuro Linguística Aplicada; escritor, criador e facilitador do Treinamento Vivencial “Emoção, A Linguagem da Vida”.

Possui nove livros publicados: “Cheiro de Manacá”, “Feliz Vida Nova”, “Um Anjo em Minha Vida”, “Como Não Matar seu Cliente de Raiva”; e os infantis “O Meu Amigo Paulinho”, “Os Amigos do Paulinho” (ambos tratam de inclusão), “A Rua Onde Eu Morava” e estará lançando em Viana “Seja o Professor que Você Gostaria de Ter”.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

“Já acabou a época de acabar”: avança o valente Por elaine Tavares - jornalista

Quando Cabral chegou às águas da Bahia, na região sul de Pindorama, onde hoje é Santa Catarina viviam os Guarani, os Kaikang e os Xokleng, sendo que os primeiros vestígios de comunidades humanas nestas paragens datam de 5.500 anos. Para os Xokleng, a terra conhecida chamava-se La Klãnõ, que na sua língua quer dizer “território dos caminhantes do sol”, ou “da gente que vive sob o sol”. Eles são do tronco lingüístico Jê e, segundo estudos feitos pelo antropólogo catarinense Silvio Coelho dos Santos, no passado, viviam divididos em três grandes grupos. Um deles circulava pela região do Vale do Itajaí, outro na cabeceira do Rio Negro , na fronteira com o Paraná, e o terceiro, no sul, próximo a Tubarão. Eram nômades, caminhavam pelo território em busca de caça e pesca e não eram dados as artes agrícolas. Seu centro vivencial se dava em torno da mulher. Ela decidia onde parar, descansar suas tralhas domésticas e fazer o fogo. Ali o grupo então permanecia por alguns dias. Viviam no tempo e só construíam abrigos feitos com ramas de árvores nas épocas de chuva. Seu espaço de andanças na busca da caça cobria desde Curitiba, no Paraná, até a região de Porto Alegre. No litoral viviam os Guarani, e os Kaigang um pouco mais para dentro, no lado oeste. Com estes, os Xokleng vivam de escaramuças.

Por conta da proximidade com o mar os Guarani foram os primeiros a serem encontrados pelos brancos invasores, quando estes começaram a descer a costa. Logo passaram a ser capturados para servir de mão de obra escrava. Mas, por causa da resistência que empreenderam e também das doenças, este povo foi praticamente dizimados. Poucos restaram, fugindo para dentro do continente, outros foram escravizados. Já os Kaigang e os Xokleng só foram vistos bem mais tarde quando os paulistas iniciaram as rotas de comércio com o Rio Grande do Sul tendo os tropeiros como os desbravadores, por volta de 1728, portanto, mais de 200 anos depois da conquista. Mas, eram encontros fortuitos. No geral, quando viam os brancos ocuparem seu território, os Xokleng resistiam bravamente, passando a ser reconhecidos pela sua valentia. A região ocupada por esta etnia era o espaço das araucárias, que, para eles tinha importância fundamental. Toda a base da sua alimentação era o pinhão, e é bem provável que tal qual os Mapuche, da Argentina e Chile, também moradores de terras de aruacária, estes espaços fossem considerados sagrados.

Foi com o surgimento da cidade de Lages, em 1771, que a saga de destruição dos originários tomou mais força. Colonos vindos de São Paulo ou de outras regiões do Brasil montavam fazendas para criação de gado e cercavam as terras. Depois, com a chegada dos imigrantes europeus, no início do século XIX, outros espaços de terra lhes foram tomados, a ponto de uma carta régia de Dom João VI estabelecer o início de uma guerra de extermínio. Os conflitos eram inevitáveis. Uma triste história, pois tanto os Xokleng defendiam suas terras, quanto os imigrantes buscavam o cumprimento de uma promessa de vida melhor. Mas, neste embate, os originários eram os que levavam a pior, uma vez que sequer eram considerados “humanos”. Pejorativamente chamados de “bugres”, os Xokleng passaram a ser caçados como bichos pelos “bugreiros” que os vendiam no mercado de escravos e defendiam as terras dos imigrantes. Naqueles dias, a vida dos Xokleng, que adentravam o mato e observavam, curiosos, a horda dos brancos, entraria num redemoinho sem volta.

Os Xokleng tinham uma longa tradição guerreira, uma vez que viviam de escaramuças com os Kaigang e a presença dos brancos ia, pouco a pouco, inviabilizando a coleta de alimentos. Sem a prática da agricultura, guerrear com os invasores passou a ser vital para os grupos originários. Uma coisa levou a outra, e o governo também decidiu proteger as terras com milícias armadas. Cada vez mais os indígenas ficavam encurralados, uma vez que não tinham para onde fugir. Assim, exército regular e tropas de bugreiros iniciavam a “civilização”, como eles mesmos anunciavam nos jornais da época. E, esta, nada mais era do que o massacre sangrento de famílias inteiras dos Xokleng. Nem mulheres ou crianças eram poupadas. O índio era visto como um simples obstáculo que deveria ser transposto em nome do progresso e da vida feliz das famílias brancas. Ninguém levava em conta que aquela era uma terra que tinha dono.

A “pacificação”

No início do século XX, depois que grande parte do território dos Xokleng já estava loteado e um expressivo número de indígenas mortos, em 1914 dá-se o que ficou conhecido na história por “pacificação”. Naqueles dias, a já então República tinha o índio como um “problema nacional” e no começo do século XX Cândido Rondon havia iniciado sua cruzada de integração do indígena à vida brasileira, sempre pela paz. Em 1910 o Estado criara o Serviço de Proteção ao Índio, tendo como lema o axioma de Rondon: morrer se for preciso, matar nunca! Chegava a hora do fim do massacre pelas armas e começava uma proposta de “integração” que, apesar da boa vontade, também confinava o índio e obrigava os povos a assumir uma nova cultura, assim, de chofre, num choque cultural do qual poucos se recuperaram.

Em Santa Catarina a história oficial conta de um jovem idealista, Eduardo Hoerhan, que havia assumido o SPI e buscava um encontro com os Xokleng para acabar de vez com as escaramuças entre indígenas e colonos imigrantes. A proposta era pacificar e aldear os Xokleng para que as comunidades criadas nas terras originárias pudessem produzir e viver em paz. Dos desejos dos índios ninguém quis saber. E assim, contam os livros que depois de algum tempo de “namoro”, com conversas (Eduardo arranhava a língua dos Xokleng) e com a entrega de presentes, ele logrou atrair os indígenas e pelos menos uns 400 deles passaram a freqüentar o chamado “Posto de Atração”. Mas, apesar disso, os “bugreiros” continuaram a atuar na região, afinal, muitos grupos de indígenas ainda vagavam pelas florestas e até os anos 40 ainda se avista um ou outro resistindo ao aldeamento.

Foi no ano de 1918 que Hoerhan chegou a Ibirama com um grupo de 200 Xokleng e foi ali que se demarcou um espaço para que a comunidade passasse a viver. Naqueles dias, conta Silvio Coelho, os chamados “botocudos” eram como bichos no zoológico e de todos os cantos do estado vinha gente para vê-los, acuados e tristes, finalmente pacificados. Assim, de caminhantes sob o sol, nômades e livres, os Xokleng passaram – num átimo - a sedentários e dependentes da boa vontade governamental. Uma mudança brusca demais na cultura e no modo de ser a gerar conseqüências que perduram até hoje. Uma foto, reproduzida no livro de Silvio Coelho “Índios e Brancos no Sul do Brasil – a dramática experiência dos Xokleng”, dos primeiros anos de “pacificação”, é a prova viva do horror vivido pelas gentes Xokleng. Nela, uma mulher abraça uma menina, mas o que toca a alma são os olhos. Os da mulher expressam um profundo sentimento de tristeza e derrota e a menina olha para câmera cheia de terror. Agarradas, as duas se protegem, mas sabem que a vida nunca mais será a mesma. É o fim do seu mundo.

A voz Xokleng

Convidados pelo Grupo Livre de apoio aos Povos Indígenas de Santa Catarina e reunidos em Florianópolis, em dezembro de 2009, os 18 caciques da área Xokleng La Klãnõ, apresentaram outra versão da história, desde as suas memórias mais antigas. Conta o diretor da Escola Bugio, José Cuzung Ndilli, que a chamada “pacificação” não foi conseguida por Eduardo Hoerhan, como diz a versão oficial. “Foram nossos líderes que, em 1909, se juntaram e decidiram que não dava mais para ficar guerreando com aquela gente que chegava. Foram eles que decidiram fazer o contato com os brancos, indo na casa de Hoerhan. Foi nosso povo que decidiu pela paz. A gente confiou nos brancos e é tão rejeitado até hoje”. Naqueles dias, diz ele, dos 400 que fizeram contato, sobraram apenas 120, por conta das doenças que apareceram. “Hoje, passados 70 anos, nós somos dois mil índios e continuamos crescendo. Já acabou a época de acabar. Nós somos um povo difícil de extinguir”.

Ndilli diz que atualmente os Xokleng ainda sofrem com a perseguição e o preconceito. Isso sem falar na falta de respeito do governo para com eles, como ficou claro na construção da Barragem Norte, em José Boiteaux, nos anos 70, que alagou terra e desalojou várias famílias, diminuindo ainda mais o território. “A gente sabe que as lideranças da época aceitaram a barragem, mas como foi o processo? O branco sempre quis ser superior ai índio e não leva em conta as nossas necessidades. Ele sabe que a terra é nossa, mas tem essa ganância”. Há pouco tempo, em 1991, os Xokleng chegaram a tomar o canteiro de obras da barragem exigindo o cumprimento das promessas, que não saíram do papel. “Tem muita gente sem casa, não há um estudo de impacto ambiental da barragem e nós queremos ver. Porque se o verde da bandeira ainda está aí, intacto, é porque nós protegemos. O que é história de progresso para o branco, pra nós é sofrimento”.

O professor Ndilli insiste que os Xokleng vão seguir lutando pelos seus direitos, pelo cumprimento das leis, embora saiba que para o governo seria bom o índio não ter história nenhuma. “Eles gostariam de ter uma borracha gigante que apagasse tudo, mas não vai ser assim. Em 2014 serão os 100 anos do contato. Que vamos fazer, festa ou o quê?”

Livai Paté, que é representante dos Xokleng no Conselho de Saúde, diz que não gosta de lamentar o passado, mas que sempre é bom lembrar para que as coisas não aconteçam de novo. “Nós também queremos viver, ter nosso direito, nossas terras, educação, saúde. E há que respeitar nossa forma de viver, de praticar a medicina. Essas terras eram nossas, e agora temos de ficar confinados em lugares ruins. A terra onde estamos é uma pirambeira, as melhores foram tiradas de nós. A gente não pode aceitar”.

Vomble Paté é representante da área de Palmeira e reclama da falta de interesse por parte das pessoas brancas, com relação aos problemas indígenas. “De cada 10, dois se interessam. A gente vem aqui na universidade e não aparece estudante. Mas nós queremos dizer a nossa versão da história. Esse Eduardo (Hoerhan, o pacificador) não significa nada pra nós. Ele matou um companheiro que foi buscar nosso direito. E essa matança continua. Antes eles matavam com arma de fogo, agora matam com a caneta”.

A vida em movimento

Enoke Popó é cacique na aldeia Figueira. Ele conta que os Xokleng se dividiam em vários grupos e tinham como modo de vida a coleta e a caminhada pelo território. O pinhão era o alimento principal. Durante a época da colheita eles juntavam tudo o que dava, para poder durar até a próxima. Depois, coziam e armazenavam embaixo da terra, enrolado em folhas, o que garantia a sua perenidade. O local mais abundante era a Serra da Abelha, onde é hoje o município de Vítor Meireles. “Os mais velhos sempre sabiam onde era o melhor lugar pra acampar. A gente circulava por um território de mais de 34 mil hectares e agora estamos confinados num espaço de 14 mil. Hoje estamos aí na luta para ampliar esse território. O branco fala que a gente não precisa disso tudo. Mas essa terra é nossa. É um direito nosso e queremos manter”.

Enoke lembra que não foi fácil para o Xokleng sair da vida nômade para a sedentária, como também foi difícil aprender a arte da agricultura. E quando eles conseguem, vem o governo e tira a terra, como foi na época da construção da barragem. As melhores foram alagadas e eles tiveram de ir para as regiões de rocha. Não é sem razão que eles procurem se manter mais com o artesanato do que com o plantio de alimentos. Sem a tradição ancestral e sem terras, fica quase impossível virar agricultor. Já a coleta do pinhão também é cada vez menor porque a região está tomada pelo pinus, sendo a araucária um ente em extinção.

“A gente tem de viver dependendo do governo e este ano eles mandaram apenas uma cesta básica por família. Uma, de 26 kg de alimento. E o resto do ano? Como faz? É por isso que os jovens estão saindo, vão trabalhar de empregado nas fazendas, na cidade, e aí perdem o costume”.

Sobre a religiosidade Enoke conta que quase todo o povo Xokleng é evangélico. E Silvio Coelho mostra, no seu livro sobre os Xokleng, como esta igreja acabou sendo responsável pela retirada de muitos dos indígenas do vício do álcool que havia sido contrabandeado para as aldeias para que o branco melhor dominasse. Por outro lado, as velhas tradições, uma vez que não são mais vividas, acabam se perdendo da memória. “A gente conta para as crianças dos deuses antigos, da chuva, do trovão, do relâmpago. O povo antigo se amparava nas forças da natureza. Mas é só uma lembrança que a gente passa no dia do índio. Sobrevivem alguns rituais que a gente faz nos casamento e batismos. Alguma coisa fica. Agora, a língua não. A língua a gente preserva”.

Os Xokleng vivem na região de Ibirama, em Santa Catarina, numa terra de 14 mil quilômetros quadrados. São 18 aldeias que perfazem o território La Klãnõ, com 88 famílias e duas mil almas. Cada área tem um cacique que é eleito pelos membros da aldeia e cumpre um mandato de três anos. “É bom, porque a gente fica perto. Se o cacique não cumpre o que prometeu, o povo cobra na hora”.

Sobre os movimentos de povos originários na América Latina os Xokleng sabem muito pouco. Os brancos que convivem com eles não levam estas informações. “Só no Brasil são 250 povos, com línguas diferentes. A gente tinha de ter uma língua índia pra se comunicar, talvez aí a gente pudesse entender as outras lutas. Nós, aqui, planejamos nossa idéia na nossa língua, mas depois temos de falar em português. Isso é ruim”.

E assim segue este povo que ainda não consegue se sentir em casa, apesar de estar no seu território. Sem terra boa, sem araucária, sem pinhão, sem os direitos básicos respeitados eles fazem o que sempre fizeram: lutam. Pode ser devagar, pode ser isolado, pode ser difícil. Mas é como eles sabem fazer. O povo caminhante do sol conseguiu vencer os bugreiros, a invasão, o medo, a dor. Saíram de 120 almas em 1920 para os dois mil que são hoje. Parece pouco, mas não é. Não para uma gente que já sofreu tanto e que vive abandonada na “Europa do sul”. Mas, naquele silencioso jeito de ser, eles vão gestando o amanhã esperado. Que ninguém se engane, o valente povo Xokleng, que dominou as florestas de Santa Catarina, segue em pé, e avança!..http://www.bancodoplaneta.com.br/profiles/blogs/elaine-tavares-fala-sobre-o

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

ARTIGO DA SEÇÃO "Como ser indispensável"

MOTIVE OS SEUS FUNCIONÁRIOS!




* Ricardo Jordão Magalhães


O inimigo da verdade não é a violência, é o silêncio. Você é o seu trabalho. Não troque a sua vida e o seu tempo por alguns míseros reais ou dólares. Eu não aceito as suas desculpas para ficar parado. Eu não aceito você como você é. Se eu aceitar você como você é, você ficará pior com o tempo; por outro lado, se eu tratar você pensando que você será aquilo que você pode se tornar, eu vou ajudar você a atingir esse objetivo.

Dois dos meus melhores amigos estavam me contando as suas experiências recentes com seus respectivos chefes. Um deles dizia:
"Eu gosto da empresa em que eu trabalho, eu gosto dos produtos que nós vendemos, eu gosto da indústria, eu gosto dos meus colegas, eu gosto do que eu faço; a única coisa que eu não suporto é o dono da empresa. Ele atrapalha tudo e me desmotiva totalmente... Se ele não estivesse por lá, eu estaria 100% engajado no trabalho! Quando ele aparece no escritório, tudo anda para trás; quando ele vai para Angra dos Reis, tudo flui". O outro amigo, que chegara duas horas atrasado para o nosso encontro pré-carnavalesco, dizia: "Não existe nada de especial na empresa em que eu trabalho. A indústria em que estamos inseridos está caduca. Nós vendemos o quê todos vendem. Somos os mais caros. Não temos um diferencial verdadeiro. Sobra gente burra e muitas dificuldades, mas eu adoro o que eu faço porque o dono da empresa é 'O cara'. Hoje eu cheguei atrasado porque eu troquei as duas últimas horas por uma reunião muito divertida com o meu chefe sobre como resolver um pepinaço de um cliente insatisfeito".

"Como você pode admirar um cara que é dono de uma empresa que não tem nada de especial?"
, eu perguntei a ele. "Sejamos francos", ele respondeu, "Qual é a diferença entre o Ford EcoSport e o CrossFox, da Volkswagen? Entre o McDonalds e o Burger King? Entre o notebook da Dell e o notebook da HP? Entre a Nike e a Reebok? Entre a TAM e a Varig? Entre a Vivo e a TIM? Entre o Bradesco e o Itaú?"

"Hum... Deixe-me pensar... A agência de propaganda?"
, eu disse. "A liderança!", ele disse.

Meu amigo é bastante modesto - ou realista, como ele prefere dizer. A empresa em que trabalha não é "tão igual" às outras e nem tão burra como ele diz. Eles têm os seus milhares de clientes, os seus milhões em vendas, o seu quinhão do mercado. O que ele estava tentando reproduzir eram as palavras do seu amado guru - o dono da empresa -, com quem aprendeu a ser
realista, colocar os pés no chão, enfrentar a realidade, atacar os problemas de frente. "Nós não somos os melhores ou os maiores. Nós não somos os mais bonitos ou os mais baratos. Nós não temos a melhor qualidade e o melhor atendimento. Nós somos o que cada um de nós fizer hoje por cada cliente que servimos. Quem diz o que somos é o cliente, e não nós.

"Ele tem razão!", eu disse. "Todo restaurante grã-fino tem o seu dia de 'mosca na sopa'. O que diferencia um restaurante do outro é como cada um lida com esse problema quando ele aparece"
. "Exatamente!", meu amigo completou.

"É incrível ver alguém como você falando desse jeito"
, eu disse a ele, "Você é tão baladeiro, tão focado na sua vida pessoal, tão anti-business... O que esse chefe tem de tão especial que faz você trabalhar além do horário?".

"Ele não tenta me motivar com o tradicional falatório 'boring-to-boring' que o mundo dos negócios tanto gosta de promover... Go-to-market, core competencies, customer centric, missão crítica, market share, estado-da-arte, trabalho em equipe e win win. Ele sabe que eu não preciso de nenhuma nova idéia para me motivar. Ele compreende que os melhores funcionários não precisam de motivação. Ele entende que todos nós temos contas a pagar, sonhos a realizar, viagens a concretizar, famílias para educar, idiomas para aprender. Ele é maduro. Ele sabe que não é só ele que quer ter um Porsche, uma casa em Angra dos Reis, um iPod, sossego em casa, jantar romântico em restaurante grã-fino."


E disse mais:
"Os melhores seres humanos do mundo não precisam de motivação. Eu tô cheio de razões para madrugar e tardar no escritório. O que eu preciso é direção, pulso firme, convicção, execução. Eu quero quebrar tudo como todo mundo quer; o que eu preciso é de alguém para dizer com clareza o que eu tenho que fazer para chegar lá, e me cobrar a todo momento resultados por meio de questionamentos que me façam crescer como ser humano, e não como uma máquina de core competencies que tem que aumentar o market share e o go-to-market só porque a meta é crescer 20% sem nenhum plano claro para chegar lá."

"Eu não tenho tempo a perder. 'Time is money', inclusive para os peões como eu, principalmente para peões como eu, que não têm onde cair duro, que não têm 'time free' nem 'money free' para enforcar a semana do Carnaval. O meu chefe é um exemplo de ser humano que sabe valorizar a vida e o tempo dos outros. Tudo que eu tenho que fazer faz sentido, tem propósito, leva para algum lugar. Ele diz corajosamente o que cada um deve fazer, o que cada um irá enfrentar pela frente, qual é o papel de cada um, aonde vamos chegar, como e o que cada um tem que fazer para chegar lá, como devemos nos comportar, o que não será tolerado, o que eu devo esperar dele e o que ele espera de cada um de nós. Eu, definitivamente, não tenho tempo a perder. Eu não preciso de motivação, eu preciso de direção!"
, o meu amigo completou.

Nessa, o meu primeiro amigo acordou do transe que havia caído.

"Você está certíssimo! O que eu mais gostaria de ter é um chefe que fosse o mesmo cara no início do mês e no final do mês, no início do trimestre e no final do trimestre. A impressão que eu tenho é que não existe direção nenhuma de nada nem de ninguém. O cara é diretor, mas não direciona nada. O cara é elite, mas não dá inspiração. O ano começou há 20 dias e até hoje não temos nenhum planejamento estratégico!"
. "Não precisa", disse ele, "o ano começa depois do Carnaval. O que mais me desmotiva é ter um chefe que não direciona o nosso Titanic para um lugar inspirador, para um lugar que faça sentido, não só para mim, mas para melhorar o mundo. Para 2010, pelo jeito, o plano estratégico do ano é vender! Só isso."

"Se o plano é vender, nós vamos quebrar. Ninguém com um plano desses sobrevive muito tempo. Ninguém. Eu quero ver pulso firme na empresa para cobrar todos sobre a necessidade de encarar a realidade de trabalhar juntos, integrados e alinhados rumo a um mundo melhor, mais aberto, mais criativo, longe das tarefas que não fazem sentido"
, completou.

"Parabéns a vocês por terem um tão fantástico senso crítico, maturidade, visão do todo e preocupação com o futuro das empresas em que vocês trabalham"
, disse eu."A melhor maneira que existe de nos diferenciar da concorrência é liderar o cliente. Não esperar por direção, mas liderar; não esperar por harmonia, mas gerar conflito de idéias. Nós fazemos isso quando falamos a verdade e expomos os nossos planos. Portanto, qual é o plano de cada um de vocês para liderar o seu chefe?".

Eu poderia colocar aqui algumas dicas sobre como liderar o seu chefe, como eu já fiz outras vezes, mas hoje eu não vou fazer isso. A mensagem de hoje é para a elite, para os chefes, para aqueles que dirigem sem direção, comandam na coerção, impõem suas idéias sem nem mesmo perceber o que fazem. Parem de motivar os seus funcionários! Motivação é o ópio! As pessoas não precisam de motivação para enfrentar o desafio das metas; as pessoas precisam de diálogo, clareza e direção.

Cerca de 11 mil brasileiros possuem mais de 90 bilhões de dólares em dinheiro e propriedades fora do Brasil, algo como 25% do PIB brasileiro, algo como menos de 1% da população brasileira. Eu sei que é muito mais fácil deixar o dinheiro rendendo lá fora do que trazer para um país socialista-corrupto como o nosso. Eu sei que é muito mais fácil investir em dólar enquanto enganamos as pessoas com motivação, porém, o potencial de talento que temos por aqui é imenso, a vontade de fazer acontecer é tremenda, o retorno sobre o investimento pode ser muito maior do que os cassinos de Monte Carlo. Existem cidades inteiras para construir, escolas e universidades para levantar, tecnologia para desenhar, saúde, transporte, infra-estrutura, energia, alimentação, turismo, entretenimento, cultura, e acima de tudo, exportação.

Vamos fazer um pacto. Vamos fazer a diferença. Vamos ser a elite da inovação, da honestidade, da responsabilidade, da ética, da moral, do exemplo, do diálogo, da clareza, da direção. Vamos ser essa elite por apenas um ano, 365 dias, sete dias por semana, 24 horas por dia, para mudar de vez toda uma geração que está preparada para a mudança, para mudar de vez todo esse país, uma pessoa de cada vez.

Você quer motivar os seus funcionários?


Seja a mensagem, e não o mensageiro.

Nada menos que isso interessa.


* Ricardo Jordão Magalhães é fundador e presidente da BIZREVOLUTION; ajuda pessoas e empresas a descobrir o que elas têm de melhor, quebrar paradigmas e inventar o futuro por meio de consultoria, treinamento e publicações.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

2010 é declarado Ano da Biodiversidade pela ONU

A ocupação desordenada de áreas naturais, a exploração predatória de recursos da natureza e a poluição são algumas ações humanas que têm trazido sérias consequências, levando o planeta a perder cada vez mais espécies animais e vegetais.

Para chamar a atenção ao problema, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2010 o Ano Internacional da Biodiversidade. Um dos eventos que abre oficialmente o programa acontece em Curitiba, nesta sexta-feira (8/1): a Convenção em Diversidade Biológica:
http://www.cbd.int/2010/. O evento é abrangente e inclui discussões de como agir para defender a diversidade de espécies, também em áreas urbanas.

Ela reúne autoridades governamentais do Brasil e do exterior, representantes da ONU e pesquisadores. O Programa Biota-FAPESP participa, representado pelo professor Roberto Gomes de Sousa Berlinck, do Instituto de Química de São Carlos, da Universidade de São Paulo.

“A natureza é uma rede extremamente intrincada que precisa ser mantida para a vida existir. Porém, essa harmonia tem sido cada vez mais ameaçada”, disse Berlinck sobre a importância da coexistência das espécies.

Com informações da Agência Fapesp