sábado, 3 de julho de 2010

Educação promove audiência pública para implantar projeto “Escola que protege”

Diante de tantos casos de violência envolvendo crianças e adolescentes no Brasil, uma nova estratégia para enfrentar e prevenir essa situação está em fase de implantação em Viana, município que nos primeiros seis meses deste ano registrou 11 casos, de acordo com dados do Serviço de Enfrentamento à Violência, ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

É o projeto “Escola que protege”, que já conta com 77 participantes e poderá ter novos componentes depois da audiência pública que será realizada nesta quinta-feira (1º), no teatro municipal, das 14 às 17 horas.

Diretores de escola, professores, líderes comunitários, representantes de conselhos e outras pessoas interessadas em combater a violência já aderiram ao projeto. Para aqueles que desejam saber mais sobre o trabalho uma boa oportunidade será a audiência promovida pela Prefeitura de Viana, por meio da Secretaria Municipal de Educação. A reunião contará ainda com representantes da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e dos outros parceiros do projeto.

Lá, os moradores também vão participar da apresentação cultural feita por alunos da escola municipal Dorival Brandão, do bairro Bom Pastor, e da palestra com os professores da Ufes Paulo Velten e Maria Lina, que abordarão o tema “Direitos Humanos”.

Na audiência será apresentado o plano de ação elaborado durante as três formações que o grupo participou nos últimos meses discutindo o assunto com representantes do Ministério Público, da Polícia Militar, da Câmara de Vereadores e da Secretaria Municipal de Educação, entre outras instituições.

Ainda faltam dois encontros para completar a carga horária de 120 horas de formação garantida pelo projeto. “A audiência servirá para que a sociedade conheça, participe e fiscalize a execução das ações propostas”, comentou Iraci Klippel, diretora municipal de Apoio Pedagógico.

O “Escola que protege” é uma iniciativa do Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD), e foi lançado em 2004. O projeto envolve as áreas da saúde, direitos humanos, justiça e desenvolvimento social nas três esferas governamentais, visando contribuir com o enfrentamento e a prevenção da violência infanto-juvenil.

Conselho Tutelar
Dados do Conselho Tutelar de Viana apontam que os conflitos familiares, a rebeldia das crianças e dos adolescentes e os maus-tratos são os tipos de violência que mais apareceram na estatística da instituição de janeiro a junho deste ano. Foram 163 registros de cada um dos dois primeiros tipos citados e 51 de maus-tratos.

Outros tipos que foram registrados pelos conselheiros este ano foram: negligência familiar (49), questões relacionadas a drogas (15), abuso sexual (10), espancamento (8), abuso de autoridade (7), agressão (6), brigas entre adolescentes (5) e abandono (1).

E para reforçar o grupo do “Escola que protege”, dois conselheiros tutelares participam do projeto com o objetivo de fortalecer a rede social de proteção integral da criança e do adolescente no município.

Em Viana, além do Conselho Tutelar, as vítimas de qualquer tipo de violência podem procurar o Serviço de Enfrentamento à Violência, ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes para denunciar. O atendimento é feito de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), que fica na Rua Frederico Ozanan, s/n, no Centro. O telefone do CREAS é 3255-2500 e o do Conselho Tutelar é 3336-2254.



Secretaria Municipal de Comunicação
Coordenação de Imprensa: Júlio Palassi
Texto: Júlio Palassi
Foto: Júlio Palassi
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