quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Museus A ética da aquisição

Alexis Figueredo


O continente africano foi, e continua sendo, um triste exemplo de saque e expólio – não somente – de seus recursos minerais, naturais e humanos. A África foi vítima – via colonialismo – da apropriação indevida de seu patrimônio cultural e sua identidade artística. Um exemplo específico disso é o Museu do Homem de Paris (Musée de l'Homme). Este museu de antropologia, criado em 1937 por Paul Rivet, na sua galeria sobre pré-história, possui a maior coleção de fósseis humanos do Paleolítico, com mais de 500 mil objetos. Suas coleções provêm de objetos reunidos desde o século XVI que integravam o Gabinete de Curiosidades e o Gabinete Real enriquecidas com objetos provenientes das colônias francesas no s éculo XIX. Com o objetivo de fazer um estudo consciente relacionado com os museus e as “regras éticas de aquisição” reuniu-se em Paris um grupo de especialistas em 1970. Como resultado deste encontro adotaram-se resoluções baseadas nos princípios reunidos no documento "L'éthique des acquisitions", redigido para preparar o atual Código de Etnologia dos Profissionais de Museus. (Foto: máscara Fang, Gabão, Musée de l'Homme) Leia mais
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