Com o anúncio de que o governo federal pretende criar um fundo social para administrar as receitas da União com a venda do petróleo referentes às áreas estratégicas, políticos começaram a se movimentar para não arcarem com perdas nos estados e municípios.
A notícia preocupa as bancadas dos estados que mais concentram municípios dentro do pré-sal (Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo), que são contrários a qualquer mudança. Até agora se sabe que os recursos do fundo social seriam destinados à educação, saúde e questões trabalhistas. E que as receitas seriam destinadas a áreas administradas também pelos municípios.
O tema royalties e modelo de distribuição de receitas é considerado pelo governo um componente que possivelmente atrasaria o andamento do marco regulatório do pré-sal. Existe a indicação, por isso, de que ele fique de fora da proposta.
Às véspera de ano eleitoral é difícil pensar que o governo venha com uma solução muito contrária aos interesses dos munícipes. O debate fica em torno da concentração da renda adicional nas mãos da União, que poderia resultar em perdas de receita. O fato é que o marco regulatório tem sua chegada esperada para meados de agosto, e no Congresso Nacional, o caminho do pré-sal pode se tornar mais tortuoso.
Como se não bastassem tantas perguntas em aberto, no meio do caminho do governo há outros obstáculos. Uma das hipóteses ventiladas é que a CPI da Petrobras fosse misturada ao tema.