sábado, 18 de julho de 2009

Texto de professor de Vila Velha vira espetáculo teatral no Carlos Gomes

O professor de História Saulo Ribeiro, da Unidade Municipal de Ensino Fundamental Joffre Fraga, está comemorando a apresentação do espetáculo “Cárcere”, no Teatro Carlos Gomes, na capital. A peça - escrita pelo educador – estará em cartaz nos dias 18 e 19 de julho e com sessões às 20 horas. Os ingressos serão vendidos no local a R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).

O espetáculo teatral Cárcere, solo do paulista Vinícius Piedade, já foi recebido com sucesso de público e crítica em diversos estados do país. A peça estreou em 2008, no Centro Cultural São Paulo, entrando logo depois em turnê nacional.

O solo conta a história de um pianista autodidata que tenta ganhar a vida tocando seu piano-jazz nos bares da cidade. Mas viver de sua arte é complicado. E com sua persistência ele consegue tocar todos os dias da semana.

Vendo que ele tem contato com muita gente em muitos bares, um conhecido lhe oferece um bico pra ajudar na sua renda ao menos enquanto o trabalho com piano não lhe sustenta. Ele topa. Mas antes que consiga viver da sua arte, acaba preso por tráfico de drogas em flagrante.

Na cadeia o pianista ganha o apelido de Ovo, e por não pertencer a nenhuma facção, os outros presos o ameaçam. Ele passa os dias na esperança de voltar a respirar o ar da liberdade e tocar seu piano. Até o dia em que descobre a iminência de uma rebelião.

É neste momento que começa a peça Cárcere. O presidiário/pianista “Ovo” passa a viver em ritmo de contagem regressiva para o abismo e suas expectativas, impressões, reflexões e sensações são expressadas num diário que o ator leva para o palco.

Artistas

Saulo Ribeiro é escritor e dramaturgo. Sua formação é em História (Ufes), sendo especialista em violência e criminologia. Possui grande experiência em relação ao sistema carcerário. Foi professor em escola prisional, jurado de concursos literários para reeducandos e, atualmente, coordena os projetos de execução penal da Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo. É professor de História da rede municipal de Vila Velha.

Vinícius Piedade é ator, diretor de teatro e escritor. Dirigiu e atuou nos espetáculos “Carta de um Pirata”, “Indizível” e “Cárcere”, entre outras peças. Participou do Projeto Solos do Brasil, coordenado por Denise Stoklos, aprofundando estudo sobre as técnicas do Teatro Essencial. Também estudou Direção Teatral com Antônio Abujamra e Gianni Ratto. Carta de um pirata, uma de suas peças, foi apresentada no ano de 2007 em quatro presídios capixabas.

Mais de 5 mil novas empresas no ES

Cinco mil setecentos e oitenta e nove novas empresas foram abertas e registradas no Espírito Santo no primeiro semestre de 2009. Um pequeno crescimento em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registradas 5.763 novos negócios. A previsão é de que a Junta Comercial do Estado feche o ano superando as 11,9 mil empresas abertas em 2008.

De janeiro a julho deste ano, mais de 2400 novos empresários solicitaram e obtiveram registro para os seus negócios. O número de empresas limitadas - que têm dois ou mais sócios - chegou aos 3200 no mesmo período. O restante do volume é completado por sociedades anônimas e cooperativas.

Economia Capixaba em alta

De acordo com o presidente da Junta Comercial, Marcelo Zanuncio Gonçalves, o ano começou com uma queda no número de registros, provocada pela crise financeira internacional, mas houve uma reação aos poucos. Assim, o número de novos negócios registrados cresceu, até superar o volume do ano passado no primeiro semestre.

Zanuncio lembrou que o volume de novos negócios registrados na Junta Comercial tem crescido de forma consistente nos últimos anos, acompanhando a tendência de crescimento da economia capixaba.

Se tomados os números globais, em cada um dos dias dos primeiros meses de 2008 o Espírito Santo ganhou 32 novas empresas. Se descontarmos os sábados, domingos e feriados, quando a Junta Comercial não funciona, o número de novas empresas registradas por dia é de 47,5. Se o cálculo for feito com base no horário de funcionamento da Junta, nestes sete primeiros meses o Espírito Santo ganhou 6,1 empresas a cada hora comercial.

Um dado para o qual o presidente chama a atenção é que, segundo uma estatística nacional, para caba micro empresa aberta são criados pelo menos cinco novos postos de trabalho. Neste caso, argumenta, somente com as novas empresas registradas na Junta Comercial do Espírito Santo já foram criados mais de 34 mil empregos.