terça-feira, 21 de julho de 2009

Novas regras do pré-sal podem significar perdas para Estados e municípios

Com o anúncio de que o governo federal pretende criar um fundo social para administrar as receitas da União com a venda do petróleo referentes às áreas estratégicas, políticos começaram a se movimentar para não arcarem com perdas nos estados e municípios.

A notícia preocupa as bancadas dos estados que mais concentram municípios dentro do pré-sal (Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo), que são contrários a qualquer mudança. Até agora se sabe que os recursos do fundo social seriam destinados à educação, saúde e questões trabalhistas. E que as receitas seriam destinadas a áreas administradas também pelos municípios.

A desconfiança da classe política é gerada porque, pelo modelo de partilha - no qual todo o petróleo pertence à União e as operadoras são remuneradas com uma parcela fixa da receita ou do produto -, a tendência é que seja eliminado o pagamento de participações especiais, compensação financeira que incide apenas sobre os campos mais produtivos. O governo, no entanto, garante que mantém o regime atual para as áreas que já estão sendo exploradas, e assim, os Estados e municípios mantém essa renda.

O tema royalties e modelo de distribuição de receitas é considerado pelo governo um componente que possivelmente atrasaria o andamento do marco regulatório do pré-sal. Existe a indicação, por isso, de que ele fique de fora da proposta.

Às véspera de ano eleitoral é difícil pensar que o governo venha com uma solução muito contrária aos interesses dos munícipes. O debate fica em torno da concentração da renda adicional nas mãos da União, que poderia resultar em perdas de receita. O fato é que o marco regulatório tem sua chegada esperada para meados de agosto, e no Congresso Nacional, o caminho do pré-sal pode se tornar mais tortuoso.

Como se não bastassem tantas perguntas em aberto, no meio do caminho do governo há outros obstáculos. Uma das hipóteses ventiladas é que a CPI da Petrobras fosse misturada ao tema.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Microsoft deve lançar versão online do Office hoje

A Microsoft deve aproveitar a conferência com empresas parceiras da próxima segunda-feira para apresentar novidades no pacote de produtividade Office. Excel, Word e companhia devem ganhar suas versões para web, além de um pré-lançamento em beta do pacote 2010. O encontro anual de parceiros se realiza em Nova Orleans, nos Estados Unidos.

Em princípio, indica o site Neowin, serão apenas demonstrações dos produtos.

O funcionamento deve ser similar ao de outras aplicações de produtividade, como o Google Docs. Serão versões limitadas em recursos do Word (editor de texto), Excel (planilhas eletrônicas), PowerPoint (software para apresentações) e do OneNote, prontas para rodar diretamente no navegador de internet do usuário.

Serviços em cloud computing (computação na nuvem) como estes agregam ao conceito de softwares de produtividade características da internet, como o acesso em qualquer máquina conectada e facilidades de compartilhamento e edição conjunta de documentos.

Segundo o Neowin, que obteve suas informações com uma fonte que pediu para não ser identificada, a Microsoft quer proporcionar aos usuários uma experiência similar ao MS Office independente do meio de acesso (desktop, laptop ou celular).

A sincronização entre dispositivos com Windows, incluindo celulares, deve ser outro ponto forte dos APPs, diz o Neowin.

sábado, 18 de julho de 2009

Texto de professor de Vila Velha vira espetáculo teatral no Carlos Gomes

O professor de História Saulo Ribeiro, da Unidade Municipal de Ensino Fundamental Joffre Fraga, está comemorando a apresentação do espetáculo “Cárcere”, no Teatro Carlos Gomes, na capital. A peça - escrita pelo educador – estará em cartaz nos dias 18 e 19 de julho e com sessões às 20 horas. Os ingressos serão vendidos no local a R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).

O espetáculo teatral Cárcere, solo do paulista Vinícius Piedade, já foi recebido com sucesso de público e crítica em diversos estados do país. A peça estreou em 2008, no Centro Cultural São Paulo, entrando logo depois em turnê nacional.

O solo conta a história de um pianista autodidata que tenta ganhar a vida tocando seu piano-jazz nos bares da cidade. Mas viver de sua arte é complicado. E com sua persistência ele consegue tocar todos os dias da semana.

Vendo que ele tem contato com muita gente em muitos bares, um conhecido lhe oferece um bico pra ajudar na sua renda ao menos enquanto o trabalho com piano não lhe sustenta. Ele topa. Mas antes que consiga viver da sua arte, acaba preso por tráfico de drogas em flagrante.

Na cadeia o pianista ganha o apelido de Ovo, e por não pertencer a nenhuma facção, os outros presos o ameaçam. Ele passa os dias na esperança de voltar a respirar o ar da liberdade e tocar seu piano. Até o dia em que descobre a iminência de uma rebelião.

É neste momento que começa a peça Cárcere. O presidiário/pianista “Ovo” passa a viver em ritmo de contagem regressiva para o abismo e suas expectativas, impressões, reflexões e sensações são expressadas num diário que o ator leva para o palco.

Artistas

Saulo Ribeiro é escritor e dramaturgo. Sua formação é em História (Ufes), sendo especialista em violência e criminologia. Possui grande experiência em relação ao sistema carcerário. Foi professor em escola prisional, jurado de concursos literários para reeducandos e, atualmente, coordena os projetos de execução penal da Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo. É professor de História da rede municipal de Vila Velha.

Vinícius Piedade é ator, diretor de teatro e escritor. Dirigiu e atuou nos espetáculos “Carta de um Pirata”, “Indizível” e “Cárcere”, entre outras peças. Participou do Projeto Solos do Brasil, coordenado por Denise Stoklos, aprofundando estudo sobre as técnicas do Teatro Essencial. Também estudou Direção Teatral com Antônio Abujamra e Gianni Ratto. Carta de um pirata, uma de suas peças, foi apresentada no ano de 2007 em quatro presídios capixabas.

Mais de 5 mil novas empresas no ES

Cinco mil setecentos e oitenta e nove novas empresas foram abertas e registradas no Espírito Santo no primeiro semestre de 2009. Um pequeno crescimento em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registradas 5.763 novos negócios. A previsão é de que a Junta Comercial do Estado feche o ano superando as 11,9 mil empresas abertas em 2008.

De janeiro a julho deste ano, mais de 2400 novos empresários solicitaram e obtiveram registro para os seus negócios. O número de empresas limitadas - que têm dois ou mais sócios - chegou aos 3200 no mesmo período. O restante do volume é completado por sociedades anônimas e cooperativas.

Economia Capixaba em alta

De acordo com o presidente da Junta Comercial, Marcelo Zanuncio Gonçalves, o ano começou com uma queda no número de registros, provocada pela crise financeira internacional, mas houve uma reação aos poucos. Assim, o número de novos negócios registrados cresceu, até superar o volume do ano passado no primeiro semestre.

Zanuncio lembrou que o volume de novos negócios registrados na Junta Comercial tem crescido de forma consistente nos últimos anos, acompanhando a tendência de crescimento da economia capixaba.

Se tomados os números globais, em cada um dos dias dos primeiros meses de 2008 o Espírito Santo ganhou 32 novas empresas. Se descontarmos os sábados, domingos e feriados, quando a Junta Comercial não funciona, o número de novas empresas registradas por dia é de 47,5. Se o cálculo for feito com base no horário de funcionamento da Junta, nestes sete primeiros meses o Espírito Santo ganhou 6,1 empresas a cada hora comercial.

Um dado para o qual o presidente chama a atenção é que, segundo uma estatística nacional, para caba micro empresa aberta são criados pelo menos cinco novos postos de trabalho. Neste caso, argumenta, somente com as novas empresas registradas na Junta Comercial do Espírito Santo já foram criados mais de 34 mil empregos.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Alunos têm medo de aulas no Museu do Negro

Restaurar é o mesmo que recuperar, renovar, reparar, revigorar, restabelecer, dar novo esplendor, segundo o dicionário da Língua Portuguesa. Verbos usados em frases do tipo: “a segunda quinzena deste mês, a planilha de custo do projeto executivo será concluída e enviada à Caixa Econômica Federal para aprovação. Assim que o banco devolver o processo, a Prefeitura estará apta para abrir a licitação para a contratação da obra de restauração”.

Foi assim que a Secretaria de Desenvolvimento da Cidade (Sedec), explicou quando questionada sobre a recuperação do Museu Capixaba do Negro (Mucane). Enquanto aguardam o fim do prazo dado pela Sedec, os alunos do Mucane sentem medo ao entrar no salão principal do museu, usado como sala de aula de canto, nas manhãs de sábado. E o motivo é obvio: o piso de madeira está frágil, algumas partes soltas e entre uma fresta e outra, o andar de baixo fica amostra.

A cada passo, o ranger da madeira cansada que resisti ao tempo, chega rivalizar com as cordas vocais dos alunos. “É muito ruim. As madeiras do piso estão altas, velhas e eu fico até com medo de caminhar lá em cima”, comentou uma aluna que pediu para não ser identificada.

O prédio, erguido em 1912, está aparentemente, com a estrutura totalmente abalada. Do lado de fora, paredes estão esburacadas, a fiação está exposta e as janelas não existem.

Nos fundos do prédio há um terreno baldio onde, segundo a Sedec, será construído um prédio anexo ao novo Mucane. O nova estrutura deverá abrigar, a princípio, três salas, dois banheiros, área de serviço, área livre para eventos externos e jardim (térreo).

Oficialmente o Ministério do Turismo já liberou desde 2007 o recurso de R$ 1.200.000,00 para a execução a restauração. Caso o projeto não seja entregue até março de 2010, a verba será suspensa.

Além de possuir as paredes e o teto fragilizados, o Museu do Negro não tem estrutura para manter funcionamento. Isso porque, Washington Anjo dos Santos é o administrador, professor, zelador e guia. E quando ele falta, as aulas simplesmente não acontecem. Como no último dia 11 de julho.

Alunos de Vitória, Serra, Vila Velha, Viana e até do interior do Estado ficaram do lado de fora do museu, porque o administrador precisou faltar por motivos pessoais. E quem chegou às 8 horas para a aula, precisou voltar para casa com o instrumento musical na mão e decepcionado. “Não fomos comunicados de que o museu não estaria aberto hoje (sábado). Cheguei às 8 horas, fui até a casa do Washington para buscar a chave e abrir, mas ele não estava em casa”, contou uma aluna.

Geoprocessamento ?

Conceito:
Geoprocessamento pode ser definido como o conjunto de ciências, tecnologias e técnicas empregadas na aquisição, armazenamento, gerenciamento, manipulação, cruzamento, exibição, documentação e distribuição de dados e informações geográficas.

Componentes do Geoprocessamento:
Para se realizar o geoprocessamento são necessários cinco elementos, sendo eles: os dados geográficos, recursos humanos, equipamentos, programas computacionais e métodos de trabalhos.
Todos esses elementos devem ser modelados ou especificados, de acordo com a aplicação do geoprocessamento que se deseja alcançar, uma aplicação de geoprocessamento em meio ambiente necessita de um conjunto de dados, pessoas, equipamentos, programas computacionais e métodos de trabalhos, muito diferente de uma aplicação na área de segurança.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Prefeito nunca visitou Museu do Negro

De acordo com o administrador, nem João Coser nem o secretário de Cultura visitaram as instalações do Mucane
Junior Costa
juniorcosta@eshoje.com.br
Um grande salão, com
cadeiras velhas, sem encostos,
em forma de semi-círculo,
alunos de várias etnias e
que a cada minuto da tranquila
manhã de sábado, não
param de chegar. Ao redor
dos alunos, resquícios de arte
e da história da origem negra,
que aos poucos, ao longo dos
séculos ultrapassaram as fronteiras
do mundo e chegaram
também a Vitória. Essa é a
imagem, quase fiel, do salão
principal do Museu Capixaba
do Negro (Mucane), que
ainda aguarda a boa vontade
da administração municipal
para ser restaurado.
O museu, que era de responsabilidade
do Governo do
Estado, e passou para o município
de Vitória a pedido do
governador Paulo Hartung.
No papel, o governador propôs
- com a Lei Complementar
34/2007 - a entrega do
Mecane a Vitória para a promoção
de uma política de
igualdade racial, com ações
que resgatem a cultura e a história
do povo afro-brasileiro.
Mas, segundo o administrador
do Mucane, Washigton
Anjo dos Santos, tanto o prefeito
como o secretário de Cultura
da capital nunca visitaram
as instalações do museu para
conhecer o trabalho desenvolvido
no local. "Nunca recebemos
a visita do prefeito e
muito menos do secretário de
Cultura. Esse debate se tornou
político ao longo desses anos e
mais importante do que a restauração
do prédio é a elaboração
de políticas de promoção
de igualdade racial", pontuou.
Enquanto isso, crianças,
adolescentes e adultos,
moradores da capital e até
mesmo do interior do Estado
não perdem uma aula sequer
aos sábados. As aulas começam
por volta das 9 horas e
se prolongam até pouco
antes do meio-dia.
No único andar que ainda
possui algumas condições de
serem frequentadas, os professores
dão aulas de música, instrumentos
e canto.
PMV. A posição oficial da
prefeitura da capital, de acordo
com a Secretaria de Desenvolvimento
da Cidade (Sedec),
até "a segunda quinzena deste
mês, a planilha de custo do
projeto executivo será concluída
e enviada à Caixa Econômica
Federal para aprovação.
Assim que o banco devolver
o processo, a prefeitura estará
apta para abrir a licitação para
a contratação da obra".
Oficialmente o Ministério
do Turismo já liberou desde
2007 o recurso de R$
1.200.000,00 para a execução
do projeto de restauração do
prédio erguido em 1912.
Caso o projeto não seja entregue
até março de 2010, a
verba será suspensa.