De acordo com o administrador, nem João Coser nem o secretário de Cultura visitaram as instalações do Mucane
Junior Costa
juniorcosta@eshoje.com.br
Um grande salão, com
cadeiras velhas, sem encostos,
em forma de semi-círculo,
alunos de várias etnias e
que a cada minuto da tranquila
manhã de sábado, não
param de chegar. Ao redor
dos alunos, resquícios de arte
e da história da origem negra,
que aos poucos, ao longo dos
séculos ultrapassaram as fronteiras
do mundo e chegaram
também a Vitória. Essa é a
imagem, quase fiel, do salão
principal do Museu Capixaba
do Negro (Mucane), que
ainda aguarda a boa vontade
da administração municipal
para ser restaurado.
O museu, que era de responsabilidade
do Governo do
Estado, e passou para o município
de Vitória a pedido do
governador Paulo Hartung.
No papel, o governador propôs
- com a Lei Complementar
34/2007 - a entrega do
Mecane a Vitória para a promoção
de uma política de
igualdade racial, com ações
que resgatem a cultura e a história
do povo afro-brasileiro.
Mas, segundo o administrador
do Mucane, Washigton
Anjo dos Santos, tanto o prefeito
como o secretário de Cultura
da capital nunca visitaram
as instalações do museu para
conhecer o trabalho desenvolvido
no local. "Nunca recebemos
a visita do prefeito e
muito menos do secretário de
Cultura. Esse debate se tornou
político ao longo desses anos e
mais importante do que a restauração
do prédio é a elaboração
de políticas de promoção
de igualdade racial", pontuou.
Enquanto isso, crianças,
adolescentes e adultos,
moradores da capital e até
mesmo do interior do Estado
não perdem uma aula sequer
aos sábados. As aulas começam
por volta das 9 horas e
se prolongam até pouco
antes do meio-dia.
No único andar que ainda
possui algumas condições de
serem frequentadas, os professores
dão aulas de música, instrumentos
e canto.
PMV. A posição oficial da
prefeitura da capital, de acordo
com a Secretaria de Desenvolvimento
da Cidade (Sedec),
até "a segunda quinzena deste
mês, a planilha de custo do
projeto executivo será concluída
e enviada à Caixa Econômica
Federal para aprovação.
Assim que o banco devolver
o processo, a prefeitura estará
apta para abrir a licitação para
a contratação da obra".
Oficialmente o Ministério
do Turismo já liberou desde
2007 o recurso de R$
1.200.000,00 para a execução
do projeto de restauração do
prédio erguido em 1912.
Caso o projeto não seja entregue
até março de 2010, a
verba será suspensa.
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