sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

ARTIGO DA SEÇÃO "Como ser indispensável"

MOTIVE OS SEUS FUNCIONÁRIOS!




* Ricardo Jordão Magalhães


O inimigo da verdade não é a violência, é o silêncio. Você é o seu trabalho. Não troque a sua vida e o seu tempo por alguns míseros reais ou dólares. Eu não aceito as suas desculpas para ficar parado. Eu não aceito você como você é. Se eu aceitar você como você é, você ficará pior com o tempo; por outro lado, se eu tratar você pensando que você será aquilo que você pode se tornar, eu vou ajudar você a atingir esse objetivo.

Dois dos meus melhores amigos estavam me contando as suas experiências recentes com seus respectivos chefes. Um deles dizia:
"Eu gosto da empresa em que eu trabalho, eu gosto dos produtos que nós vendemos, eu gosto da indústria, eu gosto dos meus colegas, eu gosto do que eu faço; a única coisa que eu não suporto é o dono da empresa. Ele atrapalha tudo e me desmotiva totalmente... Se ele não estivesse por lá, eu estaria 100% engajado no trabalho! Quando ele aparece no escritório, tudo anda para trás; quando ele vai para Angra dos Reis, tudo flui". O outro amigo, que chegara duas horas atrasado para o nosso encontro pré-carnavalesco, dizia: "Não existe nada de especial na empresa em que eu trabalho. A indústria em que estamos inseridos está caduca. Nós vendemos o quê todos vendem. Somos os mais caros. Não temos um diferencial verdadeiro. Sobra gente burra e muitas dificuldades, mas eu adoro o que eu faço porque o dono da empresa é 'O cara'. Hoje eu cheguei atrasado porque eu troquei as duas últimas horas por uma reunião muito divertida com o meu chefe sobre como resolver um pepinaço de um cliente insatisfeito".

"Como você pode admirar um cara que é dono de uma empresa que não tem nada de especial?"
, eu perguntei a ele. "Sejamos francos", ele respondeu, "Qual é a diferença entre o Ford EcoSport e o CrossFox, da Volkswagen? Entre o McDonalds e o Burger King? Entre o notebook da Dell e o notebook da HP? Entre a Nike e a Reebok? Entre a TAM e a Varig? Entre a Vivo e a TIM? Entre o Bradesco e o Itaú?"

"Hum... Deixe-me pensar... A agência de propaganda?"
, eu disse. "A liderança!", ele disse.

Meu amigo é bastante modesto - ou realista, como ele prefere dizer. A empresa em que trabalha não é "tão igual" às outras e nem tão burra como ele diz. Eles têm os seus milhares de clientes, os seus milhões em vendas, o seu quinhão do mercado. O que ele estava tentando reproduzir eram as palavras do seu amado guru - o dono da empresa -, com quem aprendeu a ser
realista, colocar os pés no chão, enfrentar a realidade, atacar os problemas de frente. "Nós não somos os melhores ou os maiores. Nós não somos os mais bonitos ou os mais baratos. Nós não temos a melhor qualidade e o melhor atendimento. Nós somos o que cada um de nós fizer hoje por cada cliente que servimos. Quem diz o que somos é o cliente, e não nós.

"Ele tem razão!", eu disse. "Todo restaurante grã-fino tem o seu dia de 'mosca na sopa'. O que diferencia um restaurante do outro é como cada um lida com esse problema quando ele aparece"
. "Exatamente!", meu amigo completou.

"É incrível ver alguém como você falando desse jeito"
, eu disse a ele, "Você é tão baladeiro, tão focado na sua vida pessoal, tão anti-business... O que esse chefe tem de tão especial que faz você trabalhar além do horário?".

"Ele não tenta me motivar com o tradicional falatório 'boring-to-boring' que o mundo dos negócios tanto gosta de promover... Go-to-market, core competencies, customer centric, missão crítica, market share, estado-da-arte, trabalho em equipe e win win. Ele sabe que eu não preciso de nenhuma nova idéia para me motivar. Ele compreende que os melhores funcionários não precisam de motivação. Ele entende que todos nós temos contas a pagar, sonhos a realizar, viagens a concretizar, famílias para educar, idiomas para aprender. Ele é maduro. Ele sabe que não é só ele que quer ter um Porsche, uma casa em Angra dos Reis, um iPod, sossego em casa, jantar romântico em restaurante grã-fino."


E disse mais:
"Os melhores seres humanos do mundo não precisam de motivação. Eu tô cheio de razões para madrugar e tardar no escritório. O que eu preciso é direção, pulso firme, convicção, execução. Eu quero quebrar tudo como todo mundo quer; o que eu preciso é de alguém para dizer com clareza o que eu tenho que fazer para chegar lá, e me cobrar a todo momento resultados por meio de questionamentos que me façam crescer como ser humano, e não como uma máquina de core competencies que tem que aumentar o market share e o go-to-market só porque a meta é crescer 20% sem nenhum plano claro para chegar lá."

"Eu não tenho tempo a perder. 'Time is money', inclusive para os peões como eu, principalmente para peões como eu, que não têm onde cair duro, que não têm 'time free' nem 'money free' para enforcar a semana do Carnaval. O meu chefe é um exemplo de ser humano que sabe valorizar a vida e o tempo dos outros. Tudo que eu tenho que fazer faz sentido, tem propósito, leva para algum lugar. Ele diz corajosamente o que cada um deve fazer, o que cada um irá enfrentar pela frente, qual é o papel de cada um, aonde vamos chegar, como e o que cada um tem que fazer para chegar lá, como devemos nos comportar, o que não será tolerado, o que eu devo esperar dele e o que ele espera de cada um de nós. Eu, definitivamente, não tenho tempo a perder. Eu não preciso de motivação, eu preciso de direção!"
, o meu amigo completou.

Nessa, o meu primeiro amigo acordou do transe que havia caído.

"Você está certíssimo! O que eu mais gostaria de ter é um chefe que fosse o mesmo cara no início do mês e no final do mês, no início do trimestre e no final do trimestre. A impressão que eu tenho é que não existe direção nenhuma de nada nem de ninguém. O cara é diretor, mas não direciona nada. O cara é elite, mas não dá inspiração. O ano começou há 20 dias e até hoje não temos nenhum planejamento estratégico!"
. "Não precisa", disse ele, "o ano começa depois do Carnaval. O que mais me desmotiva é ter um chefe que não direciona o nosso Titanic para um lugar inspirador, para um lugar que faça sentido, não só para mim, mas para melhorar o mundo. Para 2010, pelo jeito, o plano estratégico do ano é vender! Só isso."

"Se o plano é vender, nós vamos quebrar. Ninguém com um plano desses sobrevive muito tempo. Ninguém. Eu quero ver pulso firme na empresa para cobrar todos sobre a necessidade de encarar a realidade de trabalhar juntos, integrados e alinhados rumo a um mundo melhor, mais aberto, mais criativo, longe das tarefas que não fazem sentido"
, completou.

"Parabéns a vocês por terem um tão fantástico senso crítico, maturidade, visão do todo e preocupação com o futuro das empresas em que vocês trabalham"
, disse eu."A melhor maneira que existe de nos diferenciar da concorrência é liderar o cliente. Não esperar por direção, mas liderar; não esperar por harmonia, mas gerar conflito de idéias. Nós fazemos isso quando falamos a verdade e expomos os nossos planos. Portanto, qual é o plano de cada um de vocês para liderar o seu chefe?".

Eu poderia colocar aqui algumas dicas sobre como liderar o seu chefe, como eu já fiz outras vezes, mas hoje eu não vou fazer isso. A mensagem de hoje é para a elite, para os chefes, para aqueles que dirigem sem direção, comandam na coerção, impõem suas idéias sem nem mesmo perceber o que fazem. Parem de motivar os seus funcionários! Motivação é o ópio! As pessoas não precisam de motivação para enfrentar o desafio das metas; as pessoas precisam de diálogo, clareza e direção.

Cerca de 11 mil brasileiros possuem mais de 90 bilhões de dólares em dinheiro e propriedades fora do Brasil, algo como 25% do PIB brasileiro, algo como menos de 1% da população brasileira. Eu sei que é muito mais fácil deixar o dinheiro rendendo lá fora do que trazer para um país socialista-corrupto como o nosso. Eu sei que é muito mais fácil investir em dólar enquanto enganamos as pessoas com motivação, porém, o potencial de talento que temos por aqui é imenso, a vontade de fazer acontecer é tremenda, o retorno sobre o investimento pode ser muito maior do que os cassinos de Monte Carlo. Existem cidades inteiras para construir, escolas e universidades para levantar, tecnologia para desenhar, saúde, transporte, infra-estrutura, energia, alimentação, turismo, entretenimento, cultura, e acima de tudo, exportação.

Vamos fazer um pacto. Vamos fazer a diferença. Vamos ser a elite da inovação, da honestidade, da responsabilidade, da ética, da moral, do exemplo, do diálogo, da clareza, da direção. Vamos ser essa elite por apenas um ano, 365 dias, sete dias por semana, 24 horas por dia, para mudar de vez toda uma geração que está preparada para a mudança, para mudar de vez todo esse país, uma pessoa de cada vez.

Você quer motivar os seus funcionários?


Seja a mensagem, e não o mensageiro.

Nada menos que isso interessa.


* Ricardo Jordão Magalhães é fundador e presidente da BIZREVOLUTION; ajuda pessoas e empresas a descobrir o que elas têm de melhor, quebrar paradigmas e inventar o futuro por meio de consultoria, treinamento e publicações.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

2010 é declarado Ano da Biodiversidade pela ONU

A ocupação desordenada de áreas naturais, a exploração predatória de recursos da natureza e a poluição são algumas ações humanas que têm trazido sérias consequências, levando o planeta a perder cada vez mais espécies animais e vegetais.

Para chamar a atenção ao problema, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2010 o Ano Internacional da Biodiversidade. Um dos eventos que abre oficialmente o programa acontece em Curitiba, nesta sexta-feira (8/1): a Convenção em Diversidade Biológica:
http://www.cbd.int/2010/. O evento é abrangente e inclui discussões de como agir para defender a diversidade de espécies, também em áreas urbanas.

Ela reúne autoridades governamentais do Brasil e do exterior, representantes da ONU e pesquisadores. O Programa Biota-FAPESP participa, representado pelo professor Roberto Gomes de Sousa Berlinck, do Instituto de Química de São Carlos, da Universidade de São Paulo.

“A natureza é uma rede extremamente intrincada que precisa ser mantida para a vida existir. Porém, essa harmonia tem sido cada vez mais ameaçada”, disse Berlinck sobre a importância da coexistência das espécies.

Com informações da Agência Fapesp

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Guarapari: a “Cidade Saúde” está doente

Marina Denicoli
marina@eshoje.com.br

Fotos: Leonardo Sá
Um dos destinos preferidos dos capixabas e turistas de todas as partes do país, Guarapari, está entre as cidades do litoral do Espírito Santo que melhor combina lazer com infraestrutura. A orla, com muitas praias urbanizadas e tomadas por calçadões, quiosques, bares e restaurantes - caso das praias do Morro, das Castanheiras e da Areia Preta -, atrai famílias com crianças e idosos que curtem águas calmas e transparentes, e areias monazíticas.

Os mais jovens marcam presença nas praias da Enseada Azul e Meaípe - esta última mantém o astral de vila de pescadores e é o cenário ideal para o lançamento dos modismos de verão. Por lá, ficam também os melhores restaurantes de frutos do mar da região, especializados na moqueca capixaba. O prato preparado em panelas de barro, ao contrário da receita baiana, não leva leite de coco e azeite de dendê. Meaípe é famosa ainda pela noite agitada. Junto com a vizinha Nova Guarapari, concentra as mais concorridas boates e casas noturnas da cidade.

Guarapari, também reserva surpresas para os esportistas. Nas sossegadas praias do Sol, d'Ulé, Setibão e da Cerca, há boas ondas o ano inteiro, assim como na movimentada praia do Morro. Os mergulhadores, que encontram águas ainda mais cristalinas entre dezembro e maio, fazem a festa nos naufrágios, ilhas e recifes bem próximos da costa. São peixes e corais coloridos, esponjas, tartarugas, polvos, arraias e lagostas espalhados por Três Ilhas, Farol da Escalvada e Ilha Rasa.

O problema é que a “cidade saúde” – assim batizada, devido às areias monazíticas (radioativas), a areia preta tão presente em suas praias, que tem virtudes terapêuticas e ajudam no tratamento de artrite e reumatismo – apresenta inúmeros problemas que uma cidade turística não pode apresentar. O ESHoje, faz um alerta para as autoridades competentes e o Ministério Público agirem para salvar o balneário mais querido dos capixabas.

Esgoto. Uma das mais tristes realidades encontradas na cidade é o esgoto. Na praia das Castanheiras, no centro, havia uma língua negra cobrindo parte da areia. Informações dão conta de que os moradores não fizeram as ligações dos esgotos na rede sanitária da Cesan (Companhia Espírito-santense de Saneamento) porque o serviço é cobrado.

Assim, fizeram a ligação na rede pluvial, que leva o esgoto diretamente para a praia.
Na praia do Riacho, a situação é ainda pior. Um “rio” de águas negras percorre sua areia. De acordo com antigos moradores, a praia recebeu esse nome por causa do riozinho de águas cristalinas que passava por ali, e que virou depósito dos dejetos dos edifícios e casas do local.

Um prédio foi construído em cima de uma reserva de água natural e hoje, o que vemos, é o esgoto caindo direto nas pedras da praia, tornando o local impróprio para o banho e causando mau cheiro.

O pescador Gessy da Silva, morador do local desde 1952, conta que a estrada (que liga o centro à Enseada Azul) foi construída em cima do riacho, que foi canalizado. “Até um prédio tentaram construir em cima do rio, mas a obra foi embargada. Só que tinham construído uma garagem subterrânea que está alagada. No começo, até peixe tinha ali, mas hoje virou um depósito de lixo”.

“Seu” Gessy, diz que ali aconteceu a mesma coisa que no centro. “As construtoras e moradores foram ligando o esgoto na canalização do rio e deu nisso que está aí. Mas não vejo interesse em acabar com o problema. Tenho a impressão que, no futuro, “eles” vão tomar conta disso aqui e construir um hotel, tornando a praia particular. Só assim vão solucionar o caso”, prevê o pescador.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Férias com muita diversão, cultura e educação ambiental no Parque Botânico Vale

O Parque Botânico Vale abre a programação de 2010 com novidades. A partir deste mês, o espaço volta a oferecer atividades nos finais de semana. E, para iniciar o calendário de eventos deste ano, quem visitar o local neste domingo (10), poderá participar da Oficina de Sucoterapia.

A prática, indicada para suprir a alimentação deficiente em nutrientes, tão comum nos meses do verão, se baseia na preparação de sucos utilizando frutas, verduras e legumes crus. Na sucoterapia, cascas, sementes e talos desses alimentos viram bebidas ricas em nutrientes essenciais à dieta diária em vez de irem para o lixo.

Duas turmas serão oferecidas neste domingo, uma das 9h30 às 11h e outra das 15h às 16h30. Cada uma terá capacidade para 30 pessoas. A inscrição, gratuita, deve ser feita com a administração do Parque Botânico Vale pelo telefone 3333-6200. E quem não puder participar da atividade do dia 10, terá a oportunidade de aprender mais sobre a prática no dia 24/01, quando haverá outra edição da oficina.

Reciclagem. A programação de férias do Parque Botânico Vale também vai incentivar o consumo consciente por meio das oficinas de reaproveitamento de materiais. Uma atividade diferente será oferecida aos visitantes do espaço de terça à sexta-feira, entre 12 e 29 de janeiro. As turmas, oferecidas em quatro horários (8h30, 9h30, 14h30 e 15h30), terão capacidade para 20 pessoas cada.

Às terças-feiras, quem visitar o local vai aprender a criar um ímã de geladeira utilizando pregadores de roupa. Já nas quartas, os orientadores ambientais do Parque Botânico Vale irão mostrar como fazer um porta-treco utilizando garrafas pet. A partir desse mesmo material, crianças e adultos poderão montar um bilboquê, brinquedo indicado para treinar a coordenação motora. E, nas sextas-feiras, os visitantes terão a possibilidade de expressar toda a sua criatividade com a oficina de pintura em tela.

Conscientização ambiental

A preservação dos recursos naturais também estará em foco na programação de férias do Parque Botânico Vale com o espetáculo teatral “Alguém quer água?”. A peça aborda questões como desperdício de água, descarte correto do lixo e higiene pessoal e mostra as consequências de um mundo sem água. A apresentação está marcada para o dia 17 em dois horários: às 10h30 e às 15h.

Parque Botânico Vale

Localizado no cinturão verde do Complexo de Tubarão, em uma área de 33 hectares, o Parque Botânico Vale foi criado em 2004. O funcionamento é diário, das 8h às 17h, e a entrada é gratuita. Os visitantes podem visitar o orquidário, o parquinho e os módulos sobre Mata Atlântica e sobre o ciclo de vida do minério de ferro.

De terça a sexta, o espaço oferece trilhas monitoradas em seis horários diferentes (8h30, 9h30, 10h30, 14h, 15h e 16 horas). Já de terça a domingo, ocorrem os passeios de ônibus pela área industrial de Tubarão com saídas às 8h30, às 9h30, às 14h e às 15h30.