quinta-feira, 19 de novembro de 2009

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Política exterior

Israel na África: em busca de um paraíso perdido

René Naba

Israel lançou uma ofensiva diplomática com o objetivo de restaurar a idade de ouro da cooperação com a África, quando gozava de prestígio entre os dirigentes do continente africano. A união entre sionismo e pan-africanismo, respostas à perseguição dos judeus e ao tráfico de escravos, foi aventada há tempos pelos pais fundadores do sionismo. Judeus e negros norte-americanos, durante anos, formaram parte das confederações sindicais dos EUA, as quais constituiram a estrutura do Partido Democrata. O lema “Back to Africa”, lançado por Marcus Garvey em 1920, foi percebido como o equivalente africano ao lema sionista “regresso a Sion”. Porém, já durante o período da descolonização, Israel alinhava-se ao la do ocidental, chegando a planejar com a França e o Reino Unido uma “expedição punitiva” contra o Egito, dirigida a romper a retaguarda de apoio à revolução argelina. Na década de 60, a CIA liberou quase 80 milhões de dólares a Israel para financiar movimentos contra-revolucionários e prevenir infiltrações contra o apartheid sul-africano. Finalmente, a chegada da China, sem dívidas do colonialismo, veio dificultar ainda mais a progressão dos negócios israelenses no continente africano. (Foto: A. Lieberman, Ministro de Relações Exteriores de Israel em Nairobi, Quênia, ouve grupo de fazendeiros locais, set. 2009) Leia mais

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Mais de 150 mortos e 1.000 feridos: é o terrível balanço da sangrenta repressão pelo exército da manifestação pacífica organizada em Conakry por movimentos da sociedade civil da Guiné para lembrar o compromisso do capitão golpista Moussa Dadis Camara de não se apresentar às eleições presidenciais de janeiro de 2010. Essas vítimas se somam às de 2006 e 2007. Enquanto isso, a França apoia o regime com cooperação militar, econômica e venda de armas. A partir da chegada ao poder de Nicolas Sarkozy, a política da “françáfrica libertada”, baseada na defesa incondicional das posições econômicas conquistadas (Gabão, Congo, Chade) ou a conquistar, situou a Guiné entre os terri tórios de exploração para as empresas francesas. As falsas pressões que a França exerceu sobre a junta militar da Guiné foram desacreditadas quando Alain Joyandet viajara ao país para tentar convencer Dadis Camara a não se apresentar às presidenciais somente uns dias após ter parabenizado Abdel Aziz, general que realizou a mesma manobra na Mauritânia. É preciso que os parlamentares franceses reclamem clareza na estratégia da diplomacia e que cesse a venda de armas ao regime de Camara. (Foto: líder guineano capitão Moussa Dadis Camara) Leia mais

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Os 2.000 habitantes da aldeia rural de Chitsa, no Zimbábue, têm dificuldades para fazer compras e contratar serviços. Demora a adoção do sistema de múltiplas divisas criado pelo governo devido à queda catastrófica do dólar zimbabuense. O uso de múltiplas moedas é cada vez mais comum em cidades e povoados, mas em áreas rurais é muito complicado. Em Chitsa, por exemplo, tornou-se comum pagar em espécie por bens e serviços. No Centro Comercial de Mutema, os donos dos postos de venda aceitam este tipo de pagamento, só aceitam dinheiro se não for necessário dar troco ao cliente. O uso de divisas como o rand sul-africano, a pula de Botswana, o dólar norte-americano ou a libra britânica prejudica quem reside longe das fronteiras e não têm acesso a elas. Alguns precisam entregar uma caixa de 20 litros cheia de tomates em troca de uma viagem a um povoado próximo. Nesses casos, a troca não é equitativa, pois o valor habitual de uma caixa é cinco vezes maior que o da viagem. A Oxfam Internacional no Zimbábue advertiu este ano à imprensa que permutar alimentos por serviços aumenta o risco da escassez alimentária. (Foto: mulheres fazem permutas em mercado local, Zimbábue) Leia mais

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