China e EUA são duas das maiores economias do mundo. Também são os maiores importadores de petróleo, consumidores de carvão e emissores de gases de efeito estufa. E justamente por todos esses fatores, a presidente da Câmara Americana de Comércio (AmCham) de Xangai, Brenda Foster, acredita que os dois países também tenham potencial para se tornarem líderes no desenvolvimento e implantação de tecnologias verdes.
Certo é que as duas nações já vêm mostrando há algum tempo sinais de que podem trabalhar juntas em busca de soluções comuns. Um novo passo nessa direção foi dado nesta semana, nos dias 7 e 8 de setembro, em Xangai, durante a conferência “Greentech: um chamado à ação”.
O evento foi baseado em programas colaborativos entre China e EUA e contou com a participação de investidores globais, políticos e ONGs com objetivo de traçar um plano estratégico para tornar realidade todas as articulações que estão sendo feitas até agora. Uma das principais metas é superar pontos que estão entravando os países de trabalharem em parceria.
“Assim como em diversas outras áreas, a parceria entre China e os EUA será crucial para combater os problemas de sustentabilidade e mudança climática”, diz Bruce Pickering, diretor executivo da Asia Society Northern California. “Se conseguirmos alcançar isso de forma positiva e construtiva, poderemos começar a resolver um dos problemas mais críticos do século 21″, completa.
Em carta oficial, o embaixador norte-americano na China, Jon M. Huntsman Jr., disse que a conferência é um exemplo de como outras nações podem trabalhar juntas para enfrentar os desafios das mudanças climáticas. “O evento oferece uma plataforma para que políticos, empresas líderes em tecnologia, investidores e ONGs possam avançar no desenvolvimento de um mercado de tecnologia verde”, afirma. Para ele, essa é a promessa de crescimento econômico sustentável e de melhora da segurança energética no mundo todo.
No total, foram examinadas 123 propostas, que levam em conta o impacto ambiental e o potencial de oportunidades de negócios. A maior parte delas gira em torno de energia solar, carros elétricos, carvão e biocombustíveis.
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